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Lula cobra Fachin para que crise no STF não ‘atrapalhe’ as eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 16, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tem “responsabilidade” de impedir que os julgamentos sobre o Caso Master causem interferências nas eleições de 2026.

“O presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral”, disse Lula ao comentar as investigações sobre o Banco Master em entrevista ao podcast Desce a Letra. A fala ocorre um dia após uma sessão tensa no Supremo, que durou quase oito horas e foi marcada por tumulto, bate-boca e trocas de acusações entre os ministros.

Na entrevista, Lula defendeu que todas as acusações envolvendo autoridades públicas e o Master sejam apuradas, disse que as revelações envolvem “suruba” com políticos e juízes e reivindicou para o seu governo a prisão de Daniel Vorcaro e o desmonte do banco.

Ainda comentando a condução dos processos na Corte, Lula prometeu que, caso eleito para o quarto mandato presidencial, trabalhará por uma reforma do Poder Judiciário. “Não tem como não discutir mais isso. Tem muita queixa e a imagem não tá boa, aquele debate ontem na televisão, aquilo não é correto”, declarou, referenciando o julgamento realizado na última terça-feira, 15, e acrescentando que é preciso também uma reforma na “política apodrecida do Brasil”.

Na mesma entrevista, Lula defendeu Alexandre de Moraes e fez diversos elogios à sua atuação no STF, durante o julgamento da trama golpista, e na Justiça Eleitoral, que o ministro presidiu durante as eleições de 2022.

“Acho que Moraes fez um trabalho extraordinário para garantir a democracia nessa país, prendendo o Bolsonaro e os golpistas com ele”, afirmou o petista. Ele acrescentou que o cerco da Justiça contra o Banco Master estaria deixando seu rival Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “nervosinho”, em razão das revelações sobre o Caso Dark Horse e “todas as falcatruas, o churrasco, as bebidas e as mulheres” envolvendo Daniel Vorcaro.

Moraes era o personagem central do julgamento realizado ontem pelo STF — a sessão foi convocada por Fachin para determinar, em plenário, se o colega poderia ser alvo de uma investigação formal por seu envolvimento com Vorcaro. Passadas quase oito horas de discussão, no entanto, o ministro Flávio Dino pediu vista do processo e a sessão foi encerrada sem conclusão e sem data prevista para retomada.

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