A decisão liminar do ministro Kássio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a circulação da pesquisa AtlasIntel envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), repercutiu fortemente nos bastidores da Assembleia Legislativa da Paraíba. Em entrevista, o deputado estadual Wallber Virgolino (PL) endossou a postura do magistrado, acusou o PT de tentar inflar dados estatísticos nacionalmente e defendeu uma tese radical: o fim da divulgação de pesquisas eleitorais públicas, sugerindo que os levantamentos fiquem restritos ao consumo interno dos partidos.
Para justificar seu posicionamento, Walber afirmou que teria ocorrido um erro drástico nas previsões estatísticas durante a disputa majoritária no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, para ilustrar como os números podem descolar da realidade das urnas.
“Infelizmente, o PT manipula grande parte da imprensa e estatísticas de pesquisa, o que fere o princípio da democracia e da igualdade na eleição. Eu mesmo fui vítima disso aqui na Paraíba. Lá em Cabedelo, as pesquisas que saíam me apontavam com apenas 9% das intenções de voto. Quando as urnas abriram, eu fui para 36%. Por isso, acredito e defendo que pesquisas deveriam ser apenas para consumo interno das campanhas”, disparou o deputado.
Crítica ao uso de pesquisas como ferramenta de poder
Na avaliação de Virgolino, a avalanche de pesquisas divergentes divulgadas durante o período eleitoral cumpre um papel nocivo no tabuleiro político, atuando muito mais como indutora de comportamento do que como termômetro de opinião pública.
Ele argumentou que a atual legislação, ao permitir a proliferação desses dados, termina por blindar e favorecer os grupos políticos que detêm o controle da máquina pública e dos grandes orçamentos de comunicação social.
“Essa guerra de ‘um dá uma pesquisa ganhando e outro dá outra’ só confunde a cabeça do eleitor e prejudica a democracia, facilitando a vida de quem já está no poder. O governante que tem como bancar assessoria e direcionar verbas publicitárias para emissoras de TV e rádio sempre sai na frente nesse jogo. Se o ministro Nunes Marques, que é um magistrado sério, tomou essa decisão de suspender, é porque tem fundamento técnico”, ponderou.
Com Wscom





