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Homem mais alto do Brasil volta a andar após ter pernas amputadas e receber próteses sob medida

Com 2,37 metros de altura, Joélison perdeu as duas pernas após complicações de saúde. Equipamentos fabricados especialmente para seu caso permitiram que ele voltasse a dar os primeiros passos.

Ninão, o homem mais alto do Brasil, voltou a andar após receber próteses feitas sob medida. Com 2,37 metros de altura, Joelison Fernandes da Silva, de 41 anos, perdeu as duas pernas após complicações de saúde e agora tenta recuperar a autonomia.

O Fantástico acompanhou os primeiros passos do paraibano com os novos equipamentos, criados especialmente para suportar seu tamanho e peso. A adaptação marca uma nova etapa do processo de reabilitação.

A altura de Ninão sempre exigiu adaptações na rotina. Em casa, por exemplo, a cama precisou ser modificada para acomodar suas pernas. Sapatos também precisam ser feitos sob encomenda.

Ninão conta que teve uma infância tranquila até os 8 anos, quando começou a crescer rapidamente. Sua mãe, Divanilda Fernandes da Silva, percebeu que havia algo diferente quando o filho ultrapassou a altura do irmão mais velho.

Aos 10 anos, ele já tinha 1,70 m, a mesma altura do pai. Aos 14, chegou a 1,96 m e teve o diagnóstico de gigantismo, condição é provocada pela produção excessiva do hormônio do crescimento.

Na maioria dos casos, o excesso do hormônio está associado a um tumor benigno, que precisa ser retirado. Na adolescência, Ninão teve medo de passar pela cirurgia e adiou o procedimento.

Aos 21 anos, já media 2,29 m. Mais tarde, decidiu fazer a operação, mas cresceu outros 8 centímetros. Chegou a 2,37 metros e passou a ser reconhecido como o homem mais alto do Brasil.

Complicações de saúde e amputações

nova prótese, Ninão decidiu lançar uma campanha nas redes sociais. Uma clínica especializada de Sorocaba, no interior de São Paulo, respondeu ao pedido e começou a preparar os equipamentos.

Entre 2022 e 2024, ele integrou a Seleção Brasileira da modalidade. Agora, espera retomar a atividade depois de recuperar a mobilidade.

A mãe acompanhou emocionada os primeiros passos do filho. “Tudo de bom pra ele é pra mim”, disse. “Eu já vi ele andando, já é uma felicidade que não cabe no peito”.

Ao resumir o sentimento de voltar a ficar de pé, Ninão escolheu uma palavra: liberdade.

Fantástico – Foto reprodução TV GLOBO

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