Um estudo divulgado por um laboratório de pesquisa climática ligado à Universidade de Chicago projeta que cerca de 420 paraibanos poderão morrer em decorrência dos efeitos do chamado Super El Niño, fenômeno associado à elevação das temperaturas no Estado.

Segundo o levantamento, os óbitos estimados estariam relacionados à exposição a temperaturas acima do normal, enquanto, em todo o Brasil, a previsão é de aproximadamente 13 mil mortes adicionais provocadas pelo calor.
O estudo projeta que, entre os meses de setembro de 2026 e fevereiro de 2027, o fenômeno conhecido como “Super El Niño” causará um impacto devastador, provocando mais de 451 mil mortes excedentes relacionadas ao calor extremo em todo o planeta. O número é superior ao que se estima em um ano normal.
No Brasil, a estimativa total é de 13.300 óbitos adicionais decorrentes de complicações ligadas a altas temperaturas, posicionando o país entre os mais afetados do mundo durante o semestre.
A projeção é feita considerando a média dos períodos correspondentes entre os anos de 1996 e 2025. De acordo com as estimativas, a temperatura média global deve ficar 1,2 ºC acima do normal nos próximos meses, principalmente devido ao Super El Niño.
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na sua porção equatorial. Ele ocorre em intervalos irregulares de cinco a sete anos e tem duração média que varia entre um ano a um ano e meio, com início nos últimos meses do ano.
Com a modificação do padrão de circulação atmosférica sobre o Pacífico, o El Niño é responsável por alterar a distribuição de umidade e as temperaturas em várias áreas do planeta. No Brasil, ele ocasiona secas prolongas as regiões Norte e Nordeste e chuvas intensas e volumosas no Sul.





