A pré-candidata a deputada federal Pollyanna Werton (PP) elevou o tom ao comentar os bastidores políticos envolvendo sua saída da Secretaria de Desenvolvimento Humano da Paraíba e fez críticas diretas à presidente estadual do PT, Cida Ramos.
Durante entrevista, Pollyanna afirmou que foi alvo de uma articulação interna para ser substituída no comando da pasta e classificou a movimentação como uma má conduta, destacando que a disputa ocorreu enquanto ainda havia diálogo político entre os grupos.
Segundo ela, a tentativa de ocupação do cargo por parte de Cida já vinha sendo construída há cerca de um ano, inclusive durante conversas sobre uma possível aproximação partidária. “Enquanto eu conversava com ela sobre a possibilidade de irmos para a federação, ela dialogava com o governador para assumir a secretaria. Isso não foi interessante para o processo. Um soldado do mesmo lado não pode tentar derrubar o outro”, disparou.
A ex-secretária afirmou que esse movimento foi determinante para inviabilizar qualquer avanço político com o PT e reforçou que não via mais espaço para construir alianças com a legenda. “Como é que eu iria para um partido se a própria presidente queria tirar meu espaço dentro do governo?”, questionou.
Pollyanna também levantou suspeitas sobre possíveis condicionantes do PT para apoiar a reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), especialmente no que diz respeito à indicação de nomes para cargos estratégicos na gestão estadual.
Sem citar diretamente acordos firmados, ela alertou para o que considera tratamento desigual dentro da base aliada. “Se essa cobrança for direcionada só a mim, é injusto. Outros nomes também mudaram de partido e não estão sendo colocados nessa mesma situação”, afirmou.
Apesar das críticas, Pollyanna disse manter o foco no projeto político do grupo governista e reafirmou apoio tanto à reeleição de Lucas Ribeiro quanto à candidatura de João Azevêdo (PSB) ao Senado.
Ela também descartou, neste momento, qualquer possibilidade de disputar a vaga de vice-governadora, reforçando que sua prioridade é a Câmara Federal. “Meu foco é a disputa para deputada federal. Quero representar o povo que muitas vezes não tem voz em Brasília”, concluiu.
As declarações evidenciam tensões dentro da base aliada do governo estadual e revelam disputas por espaço político nos bastidores, especialmente em um momento de rearranjos partidários e definição de alianças para as eleições de 2026.





