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Lula nomeia ministro interino da Justiça após saída de Lewandowski

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou nesta sexta-feira (9) o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, como ministro interino da pasta. O despacho com a exoneração, a pedido, de Ricardo Lewandowski e a nomeação temporária de Manoel Carlos foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Com a decisão, Lula sinaliza que a escolha do sucessor definitivo de Lewandowski pode levar mais tempo. O presidente avalia a possibilidade de desmembrar o atual Ministério da Justiça, criando uma pasta exclusiva para a área de Segurança Pública, mas ainda analisa as condições políticas e administrativas para a mudança.

Nos bastidores, o comando da futura pasta da Segurança é disputado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e pelo ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho. Também são citados nomes como a deputada Delegada Adriana Accorsi e o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso, este último apoiado pelo governador Rafael Fonteles e pelo ministro Wellington Dias.

Corre fora do eixo principal o advogado Marco Aurélio de Carvalho, ligado ao grupo Prerrogativas. Já Manoel Carlos, agora interino, conta com a confiança de Lewandowski para permanecer no comando da Justiça, mas também é citado como alternativa o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva.

O cargo ainda pode ser utilizado por Lula como peça de acomodação política, diante da previsão de que cerca de 20 dos 38 ministros deixem o governo até abril para disputar as eleições de outubro. Nesse cenário, o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, surge como uma das legendas que podem ser contempladas.

O senador Rodrigo Pacheco, que deve deixar o PSD, voltou a ser lembrado para a Justiça, embora tenha sinalizado que não deseja um “prêmio de consolação”. Ex-presidente do Senado, Pacheco pretendia uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mas Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A escolha gerou insatisfação no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que defendia o nome de Pacheco para a Corte. Apesar disso, Lula ainda avalia lançar Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais. O senador pode migrar para o PSB ou para o MDB nos próximos meses.

Enquanto isso, Jorge Messias ainda precisará passar por sabatina no Senado após o recesso parlamentar. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que as resistências ao nome diminuíram após conversa entre Lula e Alcolumbre antes do Natal.

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