Ao ser questionado nesta terça-feira (2), sobre como foi investigar colegas de trabalho, o delegado Rafael Bianchi, responsável por comandar as investigações da operação que prendeu um delegado e policiais civis, disse que “não entrou na polícia para fazer amizade”, e sim “prender criminosos”. Para ele, a Polícia Civil da Paraíba, não pode ser “uma fábrica de papel higiênico”.
“Meu sonho era ser delegade de polícia desde infância. Eu entrei na polícia para trabalhar, e não fazer amizade. E a polícia não é uma fábrica de papel higiênico. A gente está aqui para investigar e prender criminoso”, frisou o delegado.
Rafael Bianchi é o delegado à frente da operação que prendeu policiais civis suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Os agentes, apontam as investigações, movimentaram cerca de R$ 5 milhões cada, chegando a um total de R$ 10 milhões.
Na operação, o delegado Braz Morrone também foi preso suspeito de participar da organização criminosa. Os policiais são suspeitos de repassar informações sigilosas para criminosos e de subtrair e roubar drogas de traficantes e vender para grupos rivais ou até aos mesmos bandidos.
O dinheiro arrecado era divido entre os membros da organização criminosa. A Polícia Civil assegura que conversas entre os policiais revelam que parte do dinheiro iria para Braz Morrone, no entanto, não há discriminação da quantia recebida no esquema.
Um dos investigadores presos, que seria o líder do grupo, também é suspeito de orientar traficante do Sertão para evitar prisão.
As investigações iniciaram no ano passado após um traficante denunciar que uma equipe policial havia roubado seus produtos ilícitos. Os policiais usavam o cargo e da própria viatura da Policia Civil da Paraíba para dar ar de legalidade à ação criminosa.
Com MaisPB





