Após o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), lideranças partidárias do PP, União Brasil e Republicanos se uniram ao PL na tentativa de pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), para pautar a proposta logo após a conclusão do julgamento.
Em reuniões na Residência Oficial da Câmara, os partidos do chamado Centrão se comprometeram com o PL na pressão por uma votação favorável à anistia. A articulação ocorre em meio a um esforço político mais amplo para antecipar a reabilitação de Bolsonaro — atualmente inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou ter confiança de que já há maioria na Câmara para aprovar o texto que garante anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro
A mensagem reforça o sentimento de que a pauta pode avançar com rapidez assim que o julgamento no STF se encerrar.
Por outro lado, o líder da bancada do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que não haverá pauta sobre o tema durante o julgamento de Bolsonaro, que está previsto para se estender até 12 de setembro de 2025. Após conversa com Hugo Motta, Lindbergh ressaltou a inconstitucionalidade do projeto de anistia e indicou que o debate será retomado apenas depois do término do julgamento .
Paralelamente, deputados da oposição criticam o julgamento no STF como um “teatro” e reforçam que a pauta da anistia pode ser um caminho para “pacificar o país”. O líder oposicionista Zucco (PL-RS) também destacou planos para manifestações em todas as capitais no dia 7 de setembro, além de exigir que Hugo Motta cumpra a promessa de pautar o tema
Parlamento em Destaque com Damião Lima





