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Cabo Gilberto classifica denúncia da PGR contra Bolsonaro como “julgamento político” e defende ex-presidente

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB) saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (15), um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir sua condenação por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado. Em entrevista, o parlamentar paraibano classificou a denúncia como “totalmente política”.

Cabo Gilberto, fiel aliado do ex-presidente, voltou a reforçar que a oposição vê a ação como perseguição política. “É um julgamento totalmente político, sem pé e sem cabeça, desde o início. Prova disso é a delação, onde o delator foi torturado pelo Estado brasileiro”, afirmou Cabo Gilberto, referindo-se às colaborações premiadas que sustentam parte da denúncia.

A manifestação da PGR foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda-feira (14), no encerramento da fase de alegações finais do processo. O órgão acusa Bolsonaro e outros sete integrantes de seu núcleo próximo de articularem um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023.

Segundo o documento, o ex-presidente é apontado como peça central do que teria sido uma tentativa de ruptura institucional. Entre os crimes imputados a Bolsonaro estão:

– Liderança de organização criminosa armada;

– Tentativa de golpe de Estado;

– Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

– Dano qualificado contra o patrimônio da União;

– Deterioração de patrimônio tombado.

A peça do Ministério Público afirma que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento da chamada “minuta do golpe”, mas teria dado aval e incentivado o documento, que previa um decreto de Estado de Sítio para anular as eleições de 2022. Também é citado o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, supostamente elaborado para atentar contra a vida do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O caso segue agora para análise do Supremo, que decidirá se acolhe ou não o pedido da PGR. Se condenado, Bolsonaro pode ser punido com penas severas, além de se tornar inelegível por mais de uma década, ampliando seu já delicado quadro jurídico.

Fonte83

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