O candidato ao Governo da Paraíba pelo MDB, Cícero Lucena, interrompeu a agenda de campanha nesta segunda-feira (21) para fazer um pronunciamento direcionado à população paraibana. Após provocar expectativa ao anunciar que iria “abrir o coração” e falar sobre o futuro do Estado, o emedebista não anunciou mudança na rota eleitoral, adesão ou qualquer decisão relacionada à sua candidatura.
O conteúdo do pronunciamento foi dedicado à segurança pública. Cícero apresentou propostas para o setor e aproveitou a fala para fazer críticas ao governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (Progressistas).
Antes da entrada do candidato, um texto exibido em uma tela preta com letras brancas apresentou o tom da mensagem. A narração afirmou que a Paraíba estaria “sem comando” havia cerca de 170 dias e atribuiu ao atual governador uma suposta crise administrativa e o aumento da exposição do Estado a ocorrências policiais.
Na sequência, Cícero apareceu em vídeo e afirmou que decidiu interromper a campanha diante do cenário da segurança pública.
O candidato citou três casos recentes de pessoas encontradas decapitadas na Grande João Pessoa e afirmou que os episódios provocaram choque na população. Cícero responsabilizou o governador pela condução da segurança pública e anunciou a criação imediata de uma estrutura de enfrentamento à criminalidade.
“Vou instalar imediatamente uma sala de situação de crise ligada diretamente ao gabinete do governador para enfrentar com máximo rigor a criminalidade”, afirmou.
Segundo Cícero, a estrutura reuniria a cúpula da segurança pública do Estado e teria como objetivo integrar as forças policiais por meio de comando, inteligência e planejamento.
“Vou convocar toda a cúpula da segurança do Estado e vou colocar as forças para trabalhar de forma integrada, com comando, inteligência e responsabilidade”, disse.
Outra promessa apresentada pelo candidato foi a valorização salarial dos profissionais da segurança. Cícero afirmou que pretende pagar aos policiais o “melhor salário do Nordeste”.
Ao final, Cícero retomou a crítica à condução do Estado e disse que um governador precisa exercer efetivamente o comando da administração pública.
PB Agora





