Clima tenso e eleição disputada. A 10 dias do primeiro turno, aumentou a atenção das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o voto útil na reta final. A estratégia busca atrair o eleitor que já tem candidato, mas pode mudar sua escolha para tentar influenciar o resultado da disputa.
O voto útil é caracterizado quando o eleitor abandona seu candidato preferido e vota em outro com mais chances de vencer, seja para barrar um adversário, seja para tentar definir a eleição logo no primeiro turno. A estratégia costuma ganhar força na reta final, quando as pesquisas mostram quem de fato está no páreo.
PT reforça mobilização da base
O PT passou a reforçar nesta semana a estratégia de fidelizar e mobilizar os segmentos em que Lula já tem maior apoio. Pesquisas internas também passaram a registrar maior concentração da disputa entre Lula e Flávio, segundo integrantes da campanha.
Na reta final, o presidente ampliou atos de rua e a presença nos estados, com agendas no Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco. Em São Paulo, a campanha abriu um espaço para recrutamento de voluntários.
A campanha de Flávio que a busca pelo voto útil aparece de forma mais explícita. Nesta quarta-feira (23), o candidato reuniu aliados em uma transmissão ao vivo no YouTube e pediu diretamente o voto de eleitores que hoje estão com outros candidatos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu a concentração de votos em Flávio e pediu “pragmatismo” ao eleitor. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reforçou a estratégia durante a transmissão. Fora da live, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e Daniella Marques, responsável pelo programa econômico do candidato do PL, também fizeram apelos pelo voto útil no primeiro turno.
Campanhas adversárias também admitem monitorar a ofensiva por esses eleitores.
CNN





