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Partidos pró-reeleição de Hugo Motta representam 70% da nova Câmara

Faltando menos de três meses para a eleição, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), já reúne o apoio de 15 partidos que elegeram 361 dos 513 deputados federais, o equivalente a 70,4% das cadeiras da próxima legislatura. A aliança, que inclui o PT e partidos do Centrão, supera os 257 votos que garantem a eleição em primeiro turno. Mas o apoio partidário não assegura os votos individuais, e o PL, dono da maior bancada, com 121 deputados, ainda não decidiu se apoiará Motta ou lançará candidato próprio.

O União Brasil, que elegeu 46 deputados, reafirmou o apoio na quarta-feira (04/11).

Aliança reúne Centrão e esquerda

A articulação começou em 14 de outubro, com o apoio de partidos de centro, e ganhou adesões do PSB e do PDT. No dia 27, a federação PT-PCdoB-PV oficializou sua participação, acrescentando 88 deputados eleitos à aliança.

O líder petista Pedro Uczai (SC) justificou a decisão pela necessidade de garantir governabilidade ao novo mandato de Lula. A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), destacou outro objetivo: “Nossa responsabilidade é impedir que o PL vença na Câmara e no Senado”.

A aproximação entre Motta e Lula antecede a eleição. Em agosto, o presidente da Câmara apoiou a reeleição do petista, apesar da neutralidade nacional do Republicanos.

PL decidirá posição no dia 11

O PL está dividido entre negociar com Motta ou apresentar candidato próprio. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, é apontado como articulador de um acordo. A ala favorável à negociação teme perder espaço na Mesa Diretora e prioridade na escolha das comissões permanentes.

Segundo simulações divulgadas pela imprensa, fora do bloco majoritário, o PL poderia cair para a 14ª ou 16ª posição na ordem de escolha dos colegiados. Ainda poderia presidir cerca de sete comissões, mas teria menor possibilidade de comandar as mais disputadas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A ordem efetiva dependerá da composição dos blocos parlamentares.

Nikolas Ferreira (PL-MG) defende candidatura própria. “Existem coisas maiores em jogo agora do que meras comissões”, afirmou. O líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que desistiu de concorrer, informou que a bancada discutirá sua posição na próxima quarta-feira (11).

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