Um dos eleitos, Danillo Sena, é natural de Pernambuco e esteve com a família em João Pessoa, em 2025. Todos os eleitos são do Partido Democrata.
Sete brasileiros foram eleitos deputados estaduais nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (4). Todos são filiados ao Partido Democrata e vão representar quatro estados americanos: Massachusetts, Connecticut, Nevada e Flórida.
A maior parte dos brasileiros eleitos está em Massachusetts, estado que tem a segunda maior concentração de brasileiros nos Estados Unidos. Foram quatro representantes: Priscila Sousa, Rita Mendes, Lorena Betts e Danillo Sena. Três deles conquistaram a reeleição.
Além deles, Farley Santos foi reeleito em Connecticut, e Elaine Marzola garantiu mais um mandato em Nevada.
Já Felipe Sousa-Lazaballet disputou uma eleição pela primeira vez e venceu na Flórida, estado de maioria republicana.
Veja quem são os sete brasileiros eleitos:
- Felipe Sousa-Lazaballet: 40 anos, natural de Duque de Caxias (RJ). Eleito na Flórida.
- Priscila Sousa: 38 anos, natural de Ipatinga (MG). Eleita em Massachusetts.
- Rita Mendes: 42 anos, natural de Conselheiro Pena (MG). Eleita em Massachusetts.
- Danillo Sena: natural de Timbaúba (PE). Eleito em Massachusetts.
- Lorena Betts: natural de Mato Grosso. Eleita em Massachusetts.
- Farley Santos: reeleito em Connecticut.
- Elaine Marzola: natural do Rio de Janeiro. Eleita em Nevada.
Dois eleitos possuem raízes no Nordeste
Danillo Sena

Nascido em Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Sena ocupa uma cadeira na Câmara dos Representantes de Massachusetts desde junho de 2020.
Ele emigrou para os Estados Unidos em 2001, aos 14 anos, indo morar com a mãe em Acton, cidade que faz parte do 37º distrito de Middlesex, onde ele atua.
Danillo só obteve o green card e se tornou cidadão americano em 2018, aos 31 anos. Em 2025, durante férias no Nordeste, ele visitou João Pessoa com a família.

Felipe Sousa-Lazaballet

Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Felipe Sousa-Lazaballet é filho de uma empregada doméstica cearense que o criou sozinha. Ele chegou aos Estados Unidos ainda jovem e, aos 26 anos, conseguiu autorização para trabalhar legalmente no país por meio do DACA.
O programa foi criado durante o governo de Barack Obama para oferecer proteção temporária contra a deportação a imigrantes que chegaram aos Estados Unidos antes dos 16 anos e atendiam aos critérios estabelecidos. Os beneficiários também podiam obter autorização de trabalho.
Em 2021, um ano depois de conseguir o green card, Felipe conquistou a cidadania americana.
Com Jornal da Paraíba





