A voz da Imparcialidade

Fachin nega julgar Mendonça junto com Moraes e agenda nova sessão

Moraes havia pedido para que condutas fossem analisadas em conjunto

O presidente do STF, Edson Fachin, negou neste sábado, 12, o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que a conduta de André Mendonça seja julgada em conjunto com a dele na sessão marcada para a próxima terça-feira, 15.

Em despacho, Fachin disse que cada processo tem “contornos e objetos bem delineados”, que devem ser analisados em processos próprios. O presidente apontou ainda que o processo envolvendo Mendonça foi liberado depois e ainda não está pronto para julgamento.

Fachin, no entanto, já agendou a sessão em que vai analisar se o relator dos casos envolvendo o Banco Master extrapolou suas funções para a semana seguinte, em 23 de setembro.

Entenda o caso

Na próxima terça-feira, o STF analisará em sessão plenária  –ou seja, com todos os ministros–  a petição que expôs as mensagens trocadas entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Um relatório da PF apontou que os dois mantiveram diálogos em novembro de 2025, antes de o banqueiro ser preso pela primeira vez. Dois dias antes de ser detido, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria fugir.

O ministro, bem como a Procuradoria-Geral da República, defendem que as provas deveriam ser anuladas, uma vez que um integrante da Corte não pode pedir a investigação de outro sem a anuência dos demais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é citado no relatório.

Dois dias depois da divulgação das mensagens, Moraes entrou com um pedido de investigação de Mendonça, acusando-o de abuso de autoridade, vazamentos seletivos e direcionamento das investigações da PF.

O julgamento da terça-feira será inédito –a Corte nunca antes julgou se um de seus próprios integrantes deve ser investigado e, por isso, ainda há dúvidas de como será o rito da sessão.

Com Veja

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