Depois de governo anunciar um aumento nos subsídios aos combustíveis, companhia chegou a divulgar que elevaria o preço em R$ 0,19 por litro
Nas horas seguintes aos anúncios da ampliação de subsídios aos combustíveis feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde da quarta-feira, 9, a Petrobras anunciou que ia aumentar o preço da gasolina e, lodo depois, recuou.
O comunicado original foi apagado e uma nova divulgação foi publicada algumas horas depois, durante a madrugada, corrigindo as informações e retirando o aumento.
O que o governo anunciou
Nesta quarta-feira, o governo anunciou um novo pacote de medidas que renovou e ampliou a ajuda que está sendo dada aos combustíveis desde o estouro da guerra do Irã, no fim de fevereiro.
Na primeira leva de ajuda, em maio, foi dado um desconto temporário de 44 centavos por litro nos impostos federais cobrados sobre a gasolina, benefício que expirou ontem. Com as novas medidas, o governo concedeu um novo desconto de 63 centavos em impostos para a gasolina, que substitui e também amplia o anterior.
Ou seja, o novo desconto é 19 centavos superior, o que dá essa nova margem de folga às produtoras e importadoras e permite comportar aumentos até esse valor sem que o preço efetivo da gasolina, após os descontos de imposto, suba.
O etanol e o diesel também serão beneficiados. O custo total do novo pacote é estimado em 7 bilhões de reais para um mês e deve ser compensado, em parte, pelas arrecadaçõe extraordinárias com petróleo.
O que a Petrobras disse
Em um comunicado divulgado em sua página ainda na quarta-feira, por volta das 21h, a Petrobras informou que iria revogar o desconto de 44 centavos por litro da gasolina, acompanhando o fim da validade da medida antiga, e que, além disso, também ia promover um aumento adicional de 19 centavos.
Com isso, o aumento total seria exatamente no valor dos 63 centavos do novo desconto do governo, e o preço médio do combustível nas refinarias, de acordo com a Petrobras, subiria para 3,24 reais por litro.
Os anúncios acontecem em um momento em que, nas contas de mercado, os preços dos combustíveis vendidos pela Petrobras ainda estão defasados em relação às rerferências internacionais, desde que a guerra do Irã causo um um choque de custos, e que o barril de petróleo voltou a bater os 100 dólares em meio às indefinições do conflito. Antes da guerra, ele era negociado na faixa de 60 a 70 dólares.
Algumas horas depois, contudo, já na madrugada da quinta-feira, a Petrobras publicou um novo comunicado corrigindo o anterior, e sem fazer menção ao aumento adicional de 19 centavos. O comunicado anterior também não está mais no ar.
No novo anúncio, a companhia informou apenas o aumento de 44 centavos, referente ao fim do benefício antigo do governo, o que eleva o preço médio do litro da gasolina nas refinarias para 3,05 reais.
Como, porém, o novo desconto de 63 centavos anunciado pelo governo já está pronto para começar a valer, a companhia reforçou que, nas distribuidores, o preço do combustível deve acabar 19 centavos mais barato do que antes.
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