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Vice de Lucas: aliados relatam pedido de ‘dote’ do Progressistas ao Republicanos

Negociação estaria em curso e passa por bases dos dois partidos na disputa proporcional

A escolha do candidato (ou candidata) a vice na chapa do governador Lucas Ribeiro (PP) ainda não foi definida e passará por uma negociação em curso, nesse momento, entre os partidos Republicanos de Hugo Motta e Progressistas, de Lucas e Aguinaldo Ribeiro. Aliados da base governista relataram que o Progressistas estaria pedindo uma espécie de ‘dote’ pela indicação do nome para a vaga.

O primeiro pedido teria sido com relação ao comando da Assembleia, para que o partido de Motta deixasse a Presidência nos próximos biênios. Tese que foi rejeitada pelo Republicanos. Os membros da legenda argumentaram que a negociação sobre a Assembleia foi ponto central para a retirada da pré-candidatura do deputado Adriano Galdino ao Governo. E que o tema não estaria mais em discussão.

Com a recusa, agora os integrantes do Progressistas pedem, de acordo com fontes ouvidas, a divisão de apoios e bases eleitorais para a concessão da vice. A proposta é que deputados do Republicanos façam a transferência de bases para pré-candidatos do Progressistas à Assembleia.

O pedido, contudo, tem enfrentado resistências.

É que os membros do Republicanos dizem que a legenda é a maior do Estado, com maior peso político dentro da base e tem nomes que se encaixam em todos os critérios escolhidos. Eles citam os nomes de Maísa Cartaxo, Adriano Galdino e Wilson Filho como possibilidades, mas internamente o nome de Galdino é majoritário.

Sendo assim, na avaliação do Republicanos, o partido teria direito à vaga sem a necessidade de retribuição de bases.

Em meio ao impasse está o entendimento de muitos, dentro da base, de que a ausência do Republicanos na vice pode ampliar o risco de rompimento em um eventual segundo turno. É que caso a candidatura ao Senado de Nabor não saia das urnas vitoriosa, o partido ficaria ‘penalizado’ com o resultado do pleito.

Até amanhã, 05 de agosto, Lucas e o Progressistas irão ter que definir por um dos caminhos. Ceder o espaço ao partido de Motta sem ‘dote’, ou dobrar a aposta em um nome mais próximo e identificado com grupo – de outra legenda.

Jornal da Paraíba

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