Brasil enfrenta a Noruega no domingo, às 17h (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026
Endrick foi o jogador escolhido pela Seleção para conceder entrevista coletiva nesta quinta-feira, a três dias do duelo de oitavas de final com a Noruega, que será disputado em Nova Jersey, às 17h (de Brasília) do domingo. O atacante não reclamou das poucas chances recebidas na Copa ao afirmar que Carlo Ancelotti toma as melhores decisões para o Brasil.
No Mundial 2026, o atacante é reserva. Não foi utilizado na estreia diante de Marrocos, atuou 26 minutos contra o Haiti, entrou na reta final da partida com a Escócia e jogou 45 minutos contra o Japão. O nome dele foi pedido por diversos torcedores desde o começo da competição. Endrick, porém, elogiou as decisões do treinador italiano
– Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick. E nem para o Matheus Cunha. Vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, e ele é iluminado. Porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir – detalhou o atacante.
O jovem foi perguntado sobre um momento em que foi flagrado ao lado de Neymar no banco de reservas, durante a estreia do Brasil na Copa, e a respeito do diálogo que tiveram. O atacante disse que tenta tirar o máximo da relação construída com o camisa 10 da Seleção.
– Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente pode ficar brincando depois dos treinos e jogando cartas. Numa folga pude estar com ele, ele pôde falar comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão, Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa.
– É algo que sempre fiz com o Gustavo Gómez no Palmeiras. Sempre perguntava a ele o que eu poderia fazer. Se cercar de pessoas inteligentes e que entendem de futebol é sempre bom, não está sendo diferente com o Ney. A gente senta lado a lado quando está no banco. E vou tentar extrair o máximo do Ney para a minha carreira porque ainda tenho muito pela frente.
Caso o Brasil supere a Noruega, enfrentará o vencedor de Inglaterra e México. Esta partida seria no sábado, dia 11.
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Desde muito novo na Seleção
– Fico muito agradecido a Deus por tudo que faz na minha vida e por ter chegado muito jovem à Seleção, já venho sendo convocado há três anos. É seguir fazendo meu trabalho para continuar ajudando meu país.
Acha que será titular no domingo?
– Estou muito agradecido de estar aqui, para mim é uma vitória estar com esse grupo e disputar uma Copa. Acho que 26 jogadores estão loucos para jogarem e estão todos muito preparados. Se os 26 não estivessem preparados, não estaria aqui. Vou esperar em Deus, esperar o Mister, que vai fazer o melhor pela equipe.
O que jovens, como você e Rayan, entregam ao time?
– Cara, eu e o Rayan estávamos vendo até umas fotos que estávamos jogando na Go Cup, depois enfrentamos na Copa do Brasil sub-17, vem para a Seleção junto também. A gente já vem nesse ciclo de amizade. Tem eu, ele, o Igor Thiago, a gente fica trocando resenha. Acho que sobre agregar ao time eu e ele vamos dar a nossa vida sempre. A gente não imaginava estar aqui com 19 anos. É uma vitória estar aqui então a gente tem que fazer por merecer. São jogos importantíssimos, onde não há margem de erro. Pude ajudar no último jogo, Rayan já está fazendo com a equipe titular.
Como é a convivência com Carlo Ancelotti?
– É uma convivência maravilhosa. Foi meu primeiro treinador quando cheguei na Europa. Para mim, foi uma das melhores experiências tê-lo como primeiro treinador. Foi incrível, onde pude aprender com ele e com o staff dele, que é muito bom. Com a Seleção não está sendo diferente. Acho que não teve encaixe melhor do que ter Ancelotti como treinador do Brasil. Esperamos seguir evoluindo que é o mais importante para nós nesse ciclo.
Começar como reserva e não entrar virou uma pauta. Como foi lidar com isso?
– Primeira temporada com o Mister no Real eu joguei muito. Foram poucos minutos, mas estava entrando praticamente todos os jogos. Ele falava para mim fica tranquilo que seu momento vai chegar. Na Copa do Rei ele me colocou um pouco mais, me deixou iniciar em quase todos os jogos. Pude fazer gol em praticamente todos os jogos e eu sempre fiquei tranquilo. O Mister é um dos melhores treinadores do mundo, ele sabe bem o que fazer. Ficou claro nesse último jogo. Quem faz o gol é um cara que vem do banco, o Martinelli. Acho que vocês podem ficar tranquilos que o Mister sempre vai fazer o melhor para a equipe. Fico muito tranquilo com ele e sempre sigo os conselhos dele e do staff, que a gente sempre busca apoio por eles.
Ancelotti disse que Endrick não é Matheus Cunha e nem Igor Thiago. Como explicar o que ele conversa com você e como ele pretende utilizar essas suas características diferentes
– No Lyon eu pude ajudar muito jogando de 9, pude jogar aberto na direita, fazer um falso 9 também. E o Mister sabe das minhas qualidades, minha características porque passamos um ano no Real e sempre estava treinando, aqui não é diferente. Ele sabe com o que posso contribuir, não só eu, Igor Thiago, Matheus Cunha. Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick, nem para o Matheus Cunha, vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, ele é iluminado, porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir.
O que pensa da situação de Raphinha?
– Raphinha é um grande jogador, importantíssimo, taticamente é um monstro, ofensivamente também é. A gente fica triste com a perda dele. Claro, abriu portas, como aconteceu com Rayan, ele pode estar jogando e está ajudando. Se colocasse Luiz Henrique ou outro jogador, também ajudaria. Já sobre o Raphinha, espero que ele volte. Foi um azar ele ter tido essa lesão, esperamos tê-lo logo em breve para ajudar porque acho que ele deve estar louco para estar dentro de campo. Mas ele está trabalhando, de manhã, de tarde, de noite, para voltar o mais rápido possível.
Ancelotti parece estar lhe vendo como ponta. A tua função no Lyon é igual à do Rayan?
– Quando eu jogava no Lyon, eu fazia o que o Paulo (Fonseca) me falava, tinha que marcar muito. Fazia isso, tinha que atacar bastante também e tinha que ajudar a equipe. Acho que é isso que fiz no Lyon e me ajudou para estar aqui. Cada treinador é diferente, nenhum vai ser igual. Mas, se por um acaso, eu pude entrar de extremo direito contra a Escócia e fiz o que o Mister me pediu, do jeito que o Mister me colocar eu vou fazer de tudo para adequar com o estilo dele e com o estilo da Seleção também.
Como vai dormir no sábado antes do jogo em termos de expectativa?
– Acho que vou dormir como um bebê (risos). Vou ficar muito tranquilo porque antes de dormir acho que o mais importante é o que eu faço, fazer minha oração, conversar com Deus, ficar tranquilo que as cosias vão acontecer no momento certo. Não vim aqui para viver o extraordinário, vim para mostrar quem é o Endrick e quem está do lado dele, que é minha família e Deus. Se eu puder entrar e fazer alguma coisa para a minha seleção e fazer um gol, espero que vocês olhem e falem para mim que não foi somente eu, que fui eu juntamente com Deus, com aquilo que ele colocou dentro de mim.
Posicionamento contra o Japão. Ancelotti pediu para preencher a área ou que empurrasse o Japão para dentro do gol?
– Foi um jogo maravilhoso, não esperava entrar naquele momento até que no intervalo me chamaram e eu só sabia conversar com Deus pedindo calma, porque foi um estalo que teve na minha cabeça. Estava no banco sem estar pensando em entrar porque estava torcendo, gritando e vibrando a todo momento. Tentei ficar o mais tranquilo possível e fazer meu jogo. Ajudou bastante o Brasil, pude jogar de camisa 9 fazendo movimento nas costas da defesa, deixar espaço, onde Casemiro pôde fazer o gol. Entrar para ajudar o Brasil é minha maior satisfação.
Noruega nunca perdeu para o Brasil. O que pensa sobre o jogo?
– É um grande jogo, grandes jogadores, não tenho dúvida de que vai ser um jogo maravilhoso, com os dois times querendo buscar a vitória a todo momento, com grandes jogadores. E espero que a gente possa fazer um maravilhoso jogo, a gente está buscando sempre melhorar, sempre fazer o que o Mister pede e entrar bem todos os jogos, porque a gente sabe que agora não tem margem para erro. No último, a gente saiu perdendo e custou chegar ao segundo gol. E mesmo se acontecer de sair atrás, é manter a calma, a tranquilidade e buscar sempre a vitória porque agora é mata-mata, a gente tem que matar. É matar ou matar.
Relação com Weverton e a promessa de pagar um par de tênis a cada gol. Agora tem alguma aposta?
– Foi um momento maravilhoso onde tive ali acho que quase na minha estreia a gente estava falando sobre isso, depois eu pude ganhar dois tênis. Mas aqui não, já estou mais tranquilo. A gente também troca resenha todos os dias, Weverton para mim é um amigão, mas se Deus quiser eu possa ajudar a Seleção e ele possa me dar um presentinho.
Que historinha pretende contar para seu filho quando ele for o bebê a dormir?
– Para mim é uma honra, fico muito agradecido por Deus ter me enviado uma família maravilhosa, minha esposa e agora meu filho. Estou contando as horas para ele poder chegar, para eu poder dar um abraço nele, poder contar histórias maravilhosas e que ele possa conhecer o pai dele, mas que não seja do futebol, histórias da minha vida, do Endrick pessoa. E quando ele for crescendo vai ver as coisas que o pai dele fazia, espero que ele possa ficar feliz com isso.
Com Globo Esporte





