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Corregedor vê atuação estadual suficiente e recomenda negar tropas federais durante as eleições em cidade da Paraíba

A Corregedoria Regional Eleitoral da Paraíba recomendou que o TRE-PB negue o envio de tropas federais para atuar em Itabaiana durante as Eleições 2026. O parecer é do corregedor regional eleitoral, desembargador João Benedito.

A manifestação será encaminhada à Presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, que deverá levar o pedido à análise do Pleno.

A solicitação foi feita pelo juiz da 6ª Zona Eleitoral. Ele relatou aumento da violência urbana e rural no município, atribuído à disputa entre facções criminosas rivais. Segundo o magistrado, o cenário poderia gerar risco de coação a eleitores e servidores da Justiça Eleitoral durante a votação e a apuração.

Antes de emitir parecer, o TRE-PB consultou o Governo do Estado sobre a capacidade das forças estaduais de segurança para atuar no pleito. O Executivo respondeu que dispõe de estrutura operacional, logística e tática suficiente para garantir a ordem pública e a tranquilidade da votação em Itabaiana.

Com base nessa resposta, o corregedor entendeu que o caso não preenche os requisitos excepcionais para a requisição de tropas federais. A medida costuma ser adotada quando a estrutura estadual é considerada insuficiente para assegurar a normalidade do processo eleitoral.

Corregedoria defende reforço da PM e da PF

Mesmo com parecer contrário à presença de tropas federais, a Corregedoria afirmou que os relatos sobre a atuação de organizações criminosas em Itabaiana são graves e exigem atenção especial.

Por isso, João Benedito defendeu o reforço da Polícia Militar e da Polícia Federal no município durante o período eleitoral.

“Essa providência mostra-se oportuna e imprescindível, em conformidade com o planejamento estratégico e com o alinhamento realizado nas reuniões do comitê de segurança das Eleições de 2026”, destacou.

No despacho, o corregedor também afirmou que a presença ampliada da Polícia Federal, somada ao policiamento ostensivo das forças estaduais, é essencial para prevenir crimes eleitorais e garantir o livre exercício do voto.

O TRE-PB ainda não se manifestou sobre pedidos semelhantes feitos por juízes eleitorais de Bayeux e Piancó.

Wscom

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