Presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse nesta quarta, 18, que os caminhoneiros aguardam o governo do presidente Lula (PT) detalhar as medidas para regular os preços dos fretes para decidir se farão, de fato, uma greve. Por enquanto, disse ele, o indicativo de paralisação continua.
Nesta tarde, houve uma reunião de associações de caminhoneiros para avaliar se os anúncios do Ministério dos Transportes foram suficientes para atender às demandas da categoria. A decisão foi de fazer uma assembleia nacional nesta quinta, 19, em Santos, no litoral paulista, onde decidirão como prosseguir.
Pela manhã, o ministro Renan Filho disse que muitas empresas têm desrespeitado a tabela que estabelece os valores mínimos de frete e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai aumentar a fiscalização e pode até barrar as infratoras de contratarem transporte.
“O que ficou decidido na reunião é que vamos aguardar ser publicado no Diário Oficial para ver de que jeito será feito esse travamento”, disse Wallace Landim, da Abrava. “A partir de amanhã diremos se atendeu o segmento ou não, mas estamos em estado de paralisação.”
Os caminhoneiros aprovaram nesta semana um indicativo de greve, citando principalmente a alta dos combustíveis diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O governo também propôs nesta quarta que os estados zerem temporariamente o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel. A União compensaria 50% da perda de arrecadação, ao custo de R$ 1,5 bilhão aos cofres federais.
Com Veja





