O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Republicanos), comentou nesta quarta-feira (11) o cenário eleitoral estadual para as eleições de outubro deste ano, destacando a influência do eleitorado bolsonarista e a dinâmica de uma campanha que pode ir para o segundo turno.
Segundo Galdino, a eleição tem nuances que podem equilibrar forças entre candidatos. “O jogo está começando. Então, eu acho que Lucas vai assumir o governo. Normal que Lucas comece a subir, Cícero vai deixar a prefeitura, normal que ele possa cair. Um está largando a caneta e o outro está recebendo a caneta. Então, a partir dessa situação, acreditamos que as coisas se equilibrem. E vamos cada um de nós, defendendo o seu lado, dar o seu melhor para que o seu candidato seja vitorioso”, afirmou.
O parlamentar também destacou que, em um eventual segundo turno, os votos bolsonaristas poderão ser determinantes. “No segundo turno, há um eleitorado bolsonarista que precisamos entender para onde vai. Na Paraíba, esses eleitores representam cerca de 320 mil votos e podem decidir o resultado. Para onde irão? Qual candidato preferem? Essa é a grande incógnita. Precisamos dialogar e compreender melhor esse grupo para estruturar nossa estratégia e fortalecer a candidatura de Lucas, garantindo que ele seja vitorioso”, disse Galdino.
Além disso, o presidente da ALPB avaliou o caráter competitivo da eleição deste ano. “A nossa Assembleia Legislativa da Paraíba já acompanhou diversas campanhas acirradas, e a última não foi diferente. Mas sempre há um diferencial, e nesta eleição ele se destaca: a disputa pode ir para o segundo turno”, concluiu.
A declaração ocorre em um momento em que Galdino tem sido cotado para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado. A disputa majoritária inclui nomes como o governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que disputam as duas vagas ao Senado Federal.
A análise do presidente da ALPB reforça o entendimento de que a eleição estadual deve ser marcada por mobilizações estratégicas, negociações políticas e atenção especial ao comportamento de eleitores decisivos, como os bolsonaristas, em um cenário potencialmente polarizado.
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