O presidente do Partido da Social Democracia Brasileira na Paraíba, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, comentou a crise na educação de Campina Grande durante entrevista na manhã desta terça-feira (24).
Na avaliação dele, o município enfrenta dificuldades estruturais que vão além da gestão local e estão diretamente ligadas à limitação orçamentária e à falta de apoio do Governo do Estado.
Pedro afirmou que defende o fortalecimento da educação pública em qualquer cidade, mas reconheceu que Campina vive desafios específicos.
“Que a educação pública dê certo no Brasil inteiro. Isso vale para Campina, vale para Paraíba, vale para João Pessoa. É claro que, como todo político, onde eu sou aliado, eu me porto como aliado; onde eu sou adversário, eu faço oposição. Faz parte da política. É inegável que Campina carrega seus desafios hoje, e esse é um deles”, declarou.
Segundo ele, a realidade administrativa do município é complexa, especialmente pelo volume de serviços prestados à região.
“Campina tem um orçamento muito reduzido para o tamanho e a quantidade dos serviços que oferece. Para citar o exemplo do Isea, a maternidade atende quase 200 municípios. E o Governo do Estado não coloca um centavo para ajudar lá dentro. Fica tudo nas costas da prefeitura”, criticou.
O ex-deputado também destacou que Campina Grande possui, proporcionalmente, um dos menores repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no Estado.
“Campina tem o menor FPM per capita. Se você pegar qualquer outra cidade da Paraíba e fizer o cálculo per capita, Campina tem o menor. Então a cidade tem seus desafios”, afirmou.
Apesar das críticas ao governo estadual, Pedro demonstrou confiança na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima e citou ações que considera positivas na área educacional.
“Acredito que o prefeito Bruno vai conseguir superar esses desafios para oferecer uma educação de qualidade. Tem seus desafios, mas também tem seus acertos. Um programa de distribuição de óculos para alunos com dificuldade visual, a expansão da educação em tempo integral, a climatização das escolas, que é algo que a gente precisa”, pontuou.
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