O senador Efraim Filho (União Brasil–PB) não poupou críticas nesta quinta-feira (29) a aliados que ainda não definiram o comando da União–Progressista na Paraíba. A declaração foi feita durante evento de lançamento do evento religioso Consciência Cristã 2026 em Campina Grande, e alfinetou diretamente os deputados Damião Feliciano (União Brasil) e Aguinaldo Ribeiro (PP), que anunciaram datas para a decisão, mas não cumpriram os prazos.
“Já deram prazo duas vezes e não entregaram. E na política quem dá prazo e não entrega, começa perdendo. Aguinaldo falava 19 de agosto, Damião dizia agora 30 de janeiro e mais uma vez não tem a decisão”, afirmou Efraim.
A tensão ocorre em meio à formalização do pedido de criação da federação União–Progressista junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que unirá as duas siglas com grande estrutura nacional. Na Paraíba, no entanto, a articulação enfrenta obstáculos internos: a pré-candidatura de Lucas Ribeiro (PP), aliado do Partido dos Trabalhadores (PT), complica o tabuleiro político estadual, uma vez que Efraim se posiciona no campo oposto.
Nos bastidores, o senador também reforça seu vínculo com o Partido Liberal (PL) e o grupo bolsonarista. A aproximação ganhou força em julho, quando Efraim recebeu em julho de 2025, Michelle Bolsonaro em ato político em João Pessoa, ocasião em que a ex-primeira-dama do Brasil lançou o presidente estadual do PL e ex-ministro da saúde, Marcelo Queiroga como pré-candidato ao Senado Federal e qualificou o pré-candidato a governador, Efraim Filho como um “cabra macho” que “vai honrar o voto do povo”. Naquele evento, Efraim chegou a afirmar que cargos ligados ao seu grupo no Governo Federal estavam “à disposição” para exoneração, reforçando seu distanciamento da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em agosto, a relação com o PL se tornou mais explícita: dirigentes do partido e o próprio senador anunciaram a construção de uma aliança para as eleições de outubro deste ano, com foco em unir a oposição e fortalecer o projeto estadual do grupo.
O cenário político paraibano, portanto, se apresenta cada vez mais polarizado, com disputa interna entre União Brasil e PP, tensão com aliados do PT e o fortalecimento da oposição bolsonarista, o que promete movimentar o tabuleiro eleitoral nas próximas semanas.
Fonte83





