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Comando do PSD na Bahia diz que não vai dar palanque a Caiado e que apoiará Lula

O principal líder do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar, afirmou nesta quarta-feira, 28, que o partido não vai dar palanque presidencial para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recém-filiado à legenda e pré-candidato ao comando do Planalto.

“Aqui na Bahia, nós vamos apoiar, com todas as letras, Luiz Inácio Lula da Silva à sua reeleição, e vamos apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues [também do PT]. Isso, eu já conversei com deputados federais: a maioria deles consentiu, com exceção ainda do deputado federal Diego Coronel, que está ainda em discussão. Os deputados estaduais também [estão de acordo]. A grande maioria dos prefeitos, já conversamos [com eles]. Então, não vai ter palanque para o Caiado aqui no PSD”, declarou Otto Alencar em entrevista a um veículo de imprensa local da Bahia.

O senador também lembrou que a decisão já está acordada com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi quem convidou Caiado a se filiar ao partido. “O Kassab já sabe disso. Vocês da imprensa viram ele dar uma declaração de que, aqui na Bahia, a condução do PSD é minha”, completou Alencar.

Em agosto de 2025, a reportagem noticiou a declaração de Kassab sobre o assunto. “O partido, em cada estado, está consolidando seus projetos (…). Na Bahia, o senador Otto Alencar nos lidera e caberá a ele conduzir o partido”, disse o presidente nacional da legenda à época.

A situação, no entanto, não parece preocupar Caiado, Kassab e nem os outros dois governadores de direita que também são pré-candidatos à Presidência pelo PSD, Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Em entrevista coletiva em São Paulo também nesta quarta-feira, Caiado falou sobre o assunto: “O presidente Kassab deu àquele que for candidato total liberdade de ação. Por exemplo, se o PSD na Bahia for com o PT, nós vamos para o palanque do ACM Neto [do União Brasil, antigo partido de Caiado]. Se o PSD no Ceará for com o PT, nós iremos para o nosso candidato. Total liberdade de ação. Não tem dificuldade”.

Já Ratinho ressaltou as divergências regionais do PSD, destacando que o diretório nacional terá uma candidatura de direita à Presidência de qualquer maneira. “O PSD é um partido grande, que tem nas suas divisões regionais as suas particularidades. O mais importante é que a executiva do partido, liderada pelo Kassab, vai ter um Conselho, e a análise vai ser entre nós, não vamos querer disputar um contra o outro. Vamos trabalhar todos juntos. Queremos agora é sair do Fla-Flu que estamos no país”, finalizou.

Com Veja

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