O Papa Leão XIV manifestou profunda preocupação com a situação da Venezuela neste domingo (4), durante a tradicional oração do Angelus, em Roma. O pontífice fez um forte apelo para que o bem-estar do povo venezuelano seja priorizado, destacando a necessidade de respeito à soberania, ao Estado de Direito e aos direitos humanos e civis.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração, superando a violência e construindo caminhos de justiça e paz, com atenção especial aos mais pobres, que sofrem com a difícil situação econômica”, disse o Papa, lembrando a intercessão de Nossa Senhora de Coromoto e dos santos venezuelanos José Gregorio Hernández e Irmã Carmen Rendiles.
O pronunciamento ocorre um dia após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos (EUA). Segundo autoridades americanas, Maduro foi capturado na madrugada de sábado (3), em Caracas, e levado sob custódia para Nova York, onde ficará detido e será julgado pela Justiça dos EUA. A primeira-dama, Cilia Flores, também foi detida.
O presidente norte-americano Donald Trumpafirmou que os EUA planejam conduzir a Venezuela por meio de um grupo de transição política, sem detalhar prazos ou a composição do arranjo. Já a procuradora-geral Pam Bondi anunciou as acusações formais contra o casal, incluindo conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armas de uso restrito.
O Papa Leão XIV, naturalizado peruano e com décadas de trabalho missionário na América Latina, reforçou sua posição contra qualquer solução violenta, lembrando que já havia pedido aos Estados Unidos, em dezembro, que priorizassem o diálogo com Caracas antes de qualquer ação militar.
“O bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações, garantindo a soberania do país e caminhos de concórdia e estabilidade”, concluiu o pontífice, em referência à crise política e social que se intensifica na região.
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