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Rodoviária de Monteiro se arrasta há quase cinco anos e população cobra conclusão da obra

A construção da rodoviária municipal de Monteiro, no Cariri paraibano, tornou-se mais um símbolo de obra pública que se arrasta ao longo dos anos. Firmado em 2017 por meio de convênio entre a Prefeitura de Monteiro e o Governo Federal, o projeto só saiu do papel em 2019, mas desde então enfrenta paralisações, mudanças contratuais e atrasos sucessivos.

Em 2020, após apenas 14% de execução física e cerca de R$ 200 mil pagos, a empresa responsável abandonou a obra. Dois anos depois, em 2022, um novo contrato foi firmado, desta vez no valor de aproximadamente R$ 1,4 milhão — custo até cinco vezes maior que o inicial. Mesmo assim, o cronograma voltou a não ser cumprido.

Em 2023, apesar da promessa de conclusão em um ano, a obra voltou a ficar parada. Atualmente, segundo laudo técnico da própria prefeitura, cerca de 75% da estrutura foi executada, com metade do valor do contrato já paga.

Enquanto a rodoviária não é finalizada, a Praça Nilo Feitosa segue sendo utilizada como ponto improvisado de embarque e desembarque de passageiros em um município com cerca de 30 mil habitantes. A situação gera insatisfação entre usuários e trabalhadores do transporte.

A estudante Luana Teles relata preocupação com a segurança. “A gente não se sente confortável numa praça, sem estrutura adequada”, afirmou. Já o mototaxista João Batista Medeiros lembra que a conclusão da rodoviária também impactaria na geração de renda. “Seria bom terminar para a gente ter um ponto fixo de moto-táxi e ganhar um troco”, disse.

Para a dona de casa José Maria da Conceição, o equipamento é essencial para organizar o fluxo de passageiros. “Traria mais conforto e segurança, além de deixar a cidade mais organizada”, destacou.

A obra da rodoviária de Monteiro integra mais um capítulo da série Obras Inacabadas, evidenciando os impactos diretos dos atrasos na infraestrutura urbana e na qualidade de vida da população, que segue aguardando a conclusão de um equipamento considerado fundamental para o município.

Com Jornal da Paraíba

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