O ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado estadual André Gadelha (MDB) colocou ainda mais calor no tabuleiro político da Paraíba ao detalhar, nesta sexta-feira (21), a arquitetura da chapa majoritária que o MDB pretende levar à disputa pelo Governo do Estado em 2026. Em entrevista à Rede Diário do Sertão, ele confirmou que o partido trabalha com uma estrutura robusta e já com nomes bem encaminhados.
Segundo Gadelha, o MDB quer multiplicar candidaturas competitivas para forçar o segundo turno e, a partir daí, unificar a oposição contra o bloco governista. A legenda pretende lançar mais de 30 candidatos a deputado estadual para quebrar o monopólio de quem já ocupa mandato.
Gadelha antecipou que a chapa em construção deverá ter um vice-governador de Campina Grande. Entre os mais cotados estão o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), dois nomes com forte presença regional.
Ele destacou especialmente a força eleitoral de Pedro: “Pedro Cunha Lima, mesmo dizendo de forma tímida que pode ser candidato ao governo, pontua entre 12% e 15%. Se for escolhido para vice de Cícero, é natural a transferência de pelo menos metade desses votos. Somando isso aos 37% de Cícero, chegamos perto dos 50%”, projetou.
Vaga ao Senado deve ser do PT
André Gadelha também revelou outro eixo central da articulação: a segunda vaga ao Senado na chapa do MDB deve ser destinada ao PT, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A sinalização explica o encontro que reuniu, nesta sexta-feira, em Brasília, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, o senador Veneziano Vital do Rêgo e a deputada estadual Cida Ramos, presidente do PT na Paraíba. A cúpula do MDB tenta atrair o Partido dos Trabalhadores para compor a chapa de Cícero, hoje, o PT integra a base do governador João Azevêdo (PSB).
Com isso, o cenário para 2026 se consolida com três grandes polos:
Situação — liderada pelo governador João Azevêdo, com o vice Lucas Ribeiro (PP) como candidato;
MDB — com Cícero Lucena como nome principal e articulações intensas pela vice e Senado;
Grupo de Efraim Filho (União Brasil) — alinhado à direita e ao bolsonarismo.
Gadelha afirmou que votou em Efraim para o Senado, mas descartou repetir o voto numa disputa para o governo: “O MDB terá um candidato forte, que é Cícero”, cravou.
Voltando-se para a própria pré-campanha, Gadelha destacou que Sousa, sua cidade natal, não tem um representante efetivo na Assembleia há anos, e afirmou estar disposto a preencher essa lacuna. “Se Sousa quiser eleger um deputado estadual, terá o nome de André. Estou falando em 46 mil votos na cidade. E hoje, no MDB, com 25 mil votos você disputa. Vai depender muito de Sousa os próximos passos”, disse.
Com o MDB antecipando nomes, mapas e cálculos, a disputa de 2026 avança para uma das eleições mais fragmentadas e competitivas das últimas décadas na Paraíba.





