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Em luto, cidade arrasada por tornado enfrenta desafio da reconstrução

O pequeno município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, vive cenário de tragédia depois de ter sido atingido por um tornado na última sexta-feira (7/11). A cidade, com cerca de 14 mil habitantes, teve 90% da estrutura destruída pelos ventos, que chegaram a mais de 250 km/h. Seis pessoas perderam a vida, 750 ficaram feridas e ao menos 1 mil estão desalojadas.

Ruas foram bloqueadas, árvores arrancadas, redes elétricas destruídas, residências inteiramente derrubadas ou com telhados arrancados. Agora, a cidade enfrenta o imenso desafio de se reerguer.

Nesse sábado (8/11), o governador Ratinho Junior (PSD) decretou luto oficial de três dias no estado pelas vítimas do tornado. Do total de vítimas, cinco são de Rio Bonito do Iguaçu e uma de Guarapuava, na área rural. Em Rio Bonito, os mortos são três homens com idades de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 14 e 47 anos. A vítima de Guarapuava é um homem de 53 anos.

O chefe do Executivo estadual também decretou estado de calamidade pública, medida que permite acelerar contratações emergenciais e a chegada de recursos.

Segundo a Defesa Civil, até o começo da tarde de sábado todas as 750 pessoas feridas já tinham sido atendidas por equipes de saúde. Foram mobilizadas unidades hospitalares de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Reconstrução

Ratinho Junior anunciou que equipes estão levantando os prejuízos causados pelo tornado, e que o governo do Paraná vai ajudar a reconstruir a cidade.

Até a última atualização, Rio Bonito havia recebido 2,6 mil telhas, 1,2 mil cestas básicas, 565 colchões, 270 kits de higiene, 204 kits de limpeza, 150 kits de dormitório e 54 bobinas de lona vindos da Defesa Civil.

A força-tarefa para restabelecer os serviços essenciais no local também envolve o Corpo de Bombeiros, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Secretaria de Estado da Saúde.

A cidade também começou a mobilizar abrigos provisórios. O primeiro foi montado na Casa de Líderes Laranjeiras do Sul, para onde já foram encaminhadas os desabrigados. Outras estruturas foram montadas emergencialmente, como centros de acolhimento e alimentação.

Ainda no sábado, o governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná, em regime de urgência, um projeto de lei que busca alterar a lei do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap).

Metrópoles

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